domingo, 11 de maio de 2008

Preguiça


Morro de preguiça.

Tenho pregiuça das pessoas, dos ambientes, da rotina, tenho preguiça de mim mesma.

Não quero ninguém, e gosto de todos.

Tenho preguiça de pensar, de falar, de questionar... (Ainda que os faça)

Não amo ninguém, mas as paixões me consumem.

Tenho necessidade.

Necessidade de não estar aqui, necessidade de ser onipresente.

Necessidade de fazer as escolhas certas.

Necessidade de deixar pra trás o que me envolve.

O que me envolve, e todos.

Mas preciso de tudo isso, embora não queira precisar.

sábado, 10 de maio de 2008

Fim


Os olhos marejados sempre esconderam mais, muito mais amorzinho.

As palavras cheias de sarcasmo sempre enganaram bem.

A indiferença sempre instigou, a facilidade afastou.

Se não fosse assim, não teria sido.

Se não fosse pra dar certo, não teríamos chegado até aqui, não existiríamos.

Se tem que ser assim, que seja.

Se for pra continuarmos dessa maneira, que continuemos, até porque, nada fácil demais nos inspira, nos faz sentir vivos.

Alguém disse que é nas dificuldades onde mais crescemos, e adivinha? Concordo total e absolutamente.

O gelo


Palhaços não fazem rir, e as desgraças não assolam seu coração.

É assim que tem sido, gelo, puro gelo.

Desde que tudo voltou ao pó, você não tem casa, não procura por amor, não precisa de ninguém, e pouco se importa com o que vão pensar das suas escolhas.

Escolhas que outrora significavam muito, mas você não se importa mais, e não existe ninguém mais mesmo, ninguém sofre as consequências, elas não existem.

Só os fracos sofrem disso, você aspira soluções, não tem problemas.

Você não pensa em como vai estar amanhã, mas em como vai aproveitar a noite.

Você diz a todos que sabe perfeitamente o que acontece na sua vida, entretanto transborda rebeldia, exala emoção.

Emoção, a inimiga mortal da razão, que por muitas vezes acabou com você, que lhe atirou no chão, e somente uma dose única, fatal de razão foi capaz de lhe arrancar de onde estava.

Ainda que você tente, seu estado natural nunca voltará a ser o que antes era, o que você procura hoje, ontem era o que lhe assombrava, era o que você mais detestava.

Ninguém consegue lhe freiar, não existem freios, só o acelerador.

Você não precisa freiar, a velocidade sempre lhe pareceu mais bela, mais excitante.

E você só precisa disso, de excitação, pelo resto da vida, em cada momento, a cada chegada, a cada derrota, a cada primeiro lugar, durante todo o percurso, até o dia em que tudo volta ao pó, no dia em que os palhaços não o farão rir, e as desgraças não assolarão seu coração. Nesse dia tudo virou gelo, puro gelo.

Permanentemente mutável


Não sei por quanto tempo minhas ilusões duram, geralmente duram o tempo necessário pra me deixar pior que já estava, busco salvação em braços que não são o que eu espero, que são ao contrário daquilo que imaginei. Faço tudo, exalo o que não quero, inspiro o que outrora julgava ser errado, me envolvo com tudo e todos, não medo consequências, na verdade nem mais as temo, fingia temer, fingia importar-me com pensamentos alheios, hoje o que é da mente alheia, é da mente alheia. Queria ter outros medos, outras desilusões, queria ser de menos palavras, de mais compreensão, ouvir na hora certa, calar-me quando fosse necessário, mas as palavras me vem. E antes de eu sequer pensar, já esvaíram-se, já tomaram conta de tudo, e o que me resta é deixar que ouçam, que julguem. Meu atraso, meu relaxamento, minha displiscência, fazem parte de mim, tanto quanto minhas poucas qualidades, ou até mais que elas, pois se deixam mais a mostra, são mais percebidas, tanto pelos amigos, quanto pelos inimigos. Não que eu me orgulhe, mas meus erros sempre fizeram parte de mim, parte de meu crescimento, parte de tudo, preciso deles comigo, preciso de cada lembrança, de cada pedaço comigo, hoje e sempre. Preciso da evolução por detrás de cada erro cometido, quero transcender que hoje, bem ou mal, estou diferente, que a mutação não pára, que o ciclo da vida não pára, que isso não passa de uma viagem.

Esquecer...




Meu sonho era entender como isso acontece dentro do meu peito, mas eu já desisti, porque absorvi de uma maneira incrivel esse sentimento, e hoje é absolutamente normal eu morrer de amores por alguém hoje, e amanhã ela ser mais alguém que passou pela minha vida, deixando algo dela comigo, e levando muito mais consigo, talvez pelo fato de eu me entregar demais, a quem quer que seja, ou ainda acreditar que a vida é rápida demais pra eu me dar ao luxo de não conhecer suficientemente qualquer ser que passe por mim.
A minha ansiedade, o meu imediatismo muitas das vezes acabam comigo, e eu to me cansando disso também. Tantas pessoas passaram pela minha vida no ano que se passou, me ensinaram tantas coisas, vivi demais em tão pouco tempo, informação em demasia, agora eu fico assim, sem saber nada, saber o que fazer, a quem procurar, deixando buracos, ouvindo música demais, pensando que ela possa me trazer alguma lembrança, todas elas me lembram algo, tristeza e felicidade, numa mistura quase que homogênea, mas que eu preciso, quando tudo se torna claro, eu logo arrumo maneiras de trazer a tona aquilo que em dias passados me perturbavam, pra ver se realmente morreu, ou simplesmente adormeceu em meio a todos os acontecimentos.

Bipolaridade




Amava suas crises, sua inconstância.


Amava tentar entender o que se passava na sua mente, amava querer te matar, desejando seu beijo.


Amava sorrir quando queria chorar.


Amava esperar por você, acreditando cegamente que em algum momento do meu lado te encontraria, e seria nosso ponto final.


Amava ser seu chão, mesmo que pisoteada.


Odeio deixar você pra trás, apostar em novidades.


Prefiro ficar aqui, esperando você, como de costume.


Odeio saber que essa espera terminou, que foi a última vez, que os laços foram rompidos, final, finalmente.


Você nunca morre, pode adormecer, mas quando penso estar bem, ter me levantado, você volta e traz consigo todas as aflições das quais quero fugir, e consegui por tanto tempo.


Pensava ser fácil, pensava ser calmo. O fácil e o calmo não me atraem, fujo da rotina.


Procuro vestígios de dor, da velha bipolaridade filha da puta, preciso do imprevísivel, nunca me contentei em prever nada, queria ter o controle, sempre quis e sempre vou querer, mas nunca o tive, e não sei se já me conformei, porque continuo a procurar as antigas respostas, das perguntas que nem eu mesma sei quais são, quero que se fodam, todas elas, junto com você, meu amor.


E as crises vem e vão, nem mil cigarros são capazes de acalmá-las, talvez esteja fumando os errados, mas enfim...Problemas? Que nada, tenho as soluções pra todos eles, só não as coloco em prática.

Quem sou eu

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Pequena empresa, grande negócio.