
Amava suas crises, sua inconstância.
Amava tentar entender o que se passava na sua mente, amava querer te matar, desejando seu beijo.
Amava sorrir quando queria chorar.
Amava esperar por você, acreditando cegamente que em algum momento do meu lado te encontraria, e seria nosso ponto final.
Amava ser seu chão, mesmo que pisoteada.
Odeio deixar você pra trás, apostar em novidades.
Prefiro ficar aqui, esperando você, como de costume.
Odeio saber que essa espera terminou, que foi a última vez, que os laços foram rompidos, final, finalmente.
Você nunca morre, pode adormecer, mas quando penso estar bem, ter me levantado, você volta e traz consigo todas as aflições das quais quero fugir, e consegui por tanto tempo.
Pensava ser fácil, pensava ser calmo. O fácil e o calmo não me atraem, fujo da rotina.
Procuro vestígios de dor, da velha bipolaridade filha da puta, preciso do imprevísivel, nunca me contentei em prever nada, queria ter o controle, sempre quis e sempre vou querer, mas nunca o tive, e não sei se já me conformei, porque continuo a procurar as antigas respostas, das perguntas que nem eu mesma sei quais são, quero que se fodam, todas elas, junto com você, meu amor.
E as crises vem e vão, nem mil cigarros são capazes de acalmá-las, talvez esteja fumando os errados, mas enfim...Problemas? Que nada, tenho as soluções pra todos eles, só não as coloco em prática.

Um comentário:
OMG O.O
Falou tudo!
My life...
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